Cristo é centelha viva que incendeia

Cristo é centelha viva que incendeia

É luz misericordiosa que corrói

É insanidade plena em terra encegueirada

É transvaloração total e desvairada

Pois que loucos somos todos que ansiamos pelo bem

Destemidos, arvorados, uma plêiade para o além

A alma, insuflada, pede mais ao pé da cruz

Pois a luz já nos penetra, enaltece e nos seduz

O humano embrutecido, enrijecido e enlutado

Não entende a placidez e a honradez desse recado

A história então ensina e pede mais uma lição

Renovada, ampliada, cheia de intelecção

Mas o intelecto só aponta a nitidez do sol real:

O que brilha, o que encarna, o que contradiz o mal

O sublime, o sereno, o místico da paz

A majestade, a lealdade, o pedestal dos pedestais

Ele é mais que a razão, muito mais do que supõe

Essa vã filosofia que aos seus pés Ele depõe

Ele ergue e transfigura todas as nossas teorias

Ele segue em amplos planos, ergue novas terapias

Ele chama no mais íntimo cada coração calado

Que entregue meio triste, absorto e abismado

Percebeu que o infinito está dentro de si mesmo

E que essa ampla terra é só uma vala de respeito

Mas que a alma transformada pelo ente mais perfeito

Revigora a luz interna que traz dentro do seu peito

E assim reconhecendo o seu sublime salvador

Desce ao seio social pra fazer-lhe o favor

De dizer à humanidade que o busca à mão armada

Que esqueça essa guerra tão insana e maculada

Que o humilde servidor que de alguém já suprimiu

Uma carência, uma saudade, uma fome, um desvario

Se levanta embevecido com a voz do Criador

Que chamou todas as almas pelo filho redentor

Deixe uma resposta

Fechar Menu