De onde surgiste, menina?

De onde surgiste, menina?
Que raio, que luz, que trovão!
Tu queres carinho ou paixão?
Não tenho pra ti a vacina

Tapaste o ouvido ao meu não
Vieste febril pro meu lado
Enfrentas um Eu calcinado
Que habita em total solidão

Se me afrontas com tua luxúria
Suporta o peso e a fúria
De quem é intenso vulcão

Minh´alma é brasa ardente
Meu corpo é carne fremente
Que queima na tua mão.

Deixe uma resposta

Fechar Menu