Deixe-o adormecido

No âmago profundo da tua alma dolorida
Transmuta-se em refrão o ruído de outrora
Em vão tu pensas ser a derradeira hora
A febre vai passar e a luz ser refletida

Trovões e tempestades tumultuam tua mente
Gritas qual um bicho enfurecido e enjaulado
Pensas ser capaz de clarear o céu nublado
Tudo tem seu tempo; tua ação é uma semente

Teu corpo está cansado e tua alma incandescente
Ninguém sofre por nada nesse mundo ensandecido
Melhor a dor da perda que um amor embrutecido

Recorda a tua força, aquilo que te faz potente
Nada te impede de sorrir e ser contente
Desperta a ti mesma e o deixe adormecido.

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