Estado islâmico, Rússia e as democracias ocidentais

O Estado Islâmico é uma calamidade, uma monstruosidade, uma aberração, uma doença e, no entanto, ele existe e precisamos lidar com isso. O que faremos? Negaremos os fatos? Continuaremos brindando a covardia com a qual nos curvamos à barbárie? Enquanto o ocidente se esconde, o império russo se agiganta e se faz portador daquilo em nome de quê poderíamos e deveríamos lutar e se faz heróico como nós deveríamos nos fazer, pois é em nós que a causa da liberdade primeiramente se manifestou e é na nossa tradição – tão ultrajada por certa tradição intelectual – que se consolidou o espírito democrático e o ímpeto fraterno. O humanismo é sim uma conquista de nossa história, de nosso trajeto. O humanitarismo faz parte das nossas tradições e não se trata apenas de poderio beligerante ou de manutenção de uma autoridade indefensável. A autoridade do ocidente é o resultado da sua maturação moral, do seu desenvolvimento progressivamente estimulado pela palavra alentadora d`Aquele cujo sangue jorrou pela humanidade e da tradução daquilo que é um alto ideal para os textos que regem as constituições democráticas. Em poucas palavras: justiça terrena não é apenas justiça da terra, é aproximação na terra de um ideal que nos chama. Se o mais próximo que se pôde chegar desse ideal foram as democracias livres do ocidente, então são elas o nosso porto seguro e são elas as verdadeiras potências que deveriam atuar na proteção do mundo contra a barbárie insana do terror.

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