Marxismo e teologia

Não alcançaram a paz interior e comunicam verdades, não se adiantaram moralmente e dão sermões, não escreveram nada que os conduzissem ao patamar de grandes pensadores e, empáfios, confundem as mentes dos fiéis. Cordeiros ou lobos, como distinguir? A igreja, calcinada em tantos desvios, desvia-se mais uma vez prestando-se ao teatro decadente da politicagem mesquinha. O trôpego caminhante da estrada de Cristo que sente em seu íntimo o drama de uma fé que assimila contrasta enormemente com a casta sacerdotal hipnotizada por teorias seculares como se nelas soprasse algo além de uma surpreendente imposição de domesticação humana. O homem escravo, o homem doente, o homem reduzido à maquinaria hipotética de um determinismo fatal, o homem condenado ao ato libertador secular como se a libertação cristã pudesse ser consumada dentro de uma imanência imunda. A prática evangélica de hoje doutrina e induz em vez de conciliar o indivíduo consigo mesmo e com a sua capacidade de reflexão. São padres apóstatas postulando doutrinas chãs como se aí houvesse saída para a crise moral inerente a cada um ou como se a conjugação de fatores políticos eliminasse a real, única e verdadeira forma de ascendência ética, a do indivíduo por si mesmo, pela aceitação incondicional da moralidade dentro de si. Marxismo e teologia fundidos equivale ao esposo conturbado que foge aos braços folgosos da devassidão

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