A palavra precisa ser usada com cuidado, parcimônia e serenidade. Quando falamos, estimulamos pensamentos e emoções, reflexos condicionados e sentimentos recônditos. Aquele que já aprendeu a lidar com as palavras e que busca utilizá-la na edificação do próximo precisa aprender também a projetá-la na entonação correta, cuidando para que o tom não seja tão incisivo ou tão imponente de modo a perturbar as susceptibilidades alheias.

Projetar o pensamento sem harmonizá-lo antes pode ser perigoso porque seres podem aproveitar o intervalo irrefletido para introduzir a discórdia entre os interlocutores.

O pensamento abstrato, solitário, pode amadurecer o intelecto, mas o diálogo com os outros favorece a nossa capacidade de escuta e compreensão.

Protege-te contra as tuas inclinações de elevar a voz, mesmo que estejas na intenção correta e supostamente mais próximo daquilo que se pode chamar verdade. O entendimento com o outro pressupõe a disposição de ouvir, entender, aceitar e, às vezes, calar.

O silêncio não significa aceitação do que foi dito, mas pode significar uma contemporização generosa com aquele que, porventura, esteja em perturbação momentânea.

Silencia quando não puderes convencer; silencia quando a tua palavra for criar discórdia; silencia quando a tua alma não estiver calma ou quando a alma do teu interlocutor não estiver predisposta a te ouvir.

A palavra é dom e o discurso é poder. Utiliza-os com a nobreza dos melhores sentimentos de que dispões e espera a oportunidade na qual a tua eloquência estará a serviço do Senhor e da paz entre os homens.

(Psicografia – médium: Catarina)

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