O futuro do espiritismo depende muito do empenho daqueles que descobriram na doutrina um campo fértil de ideias a serem desenvolvidas a fim de levar para todas as áreas do conhecimento o contributo evangélico e o tom edificante advindo da certeza da imortalidade.
Não pensem que explorar as ideias e comunicá-las nas áreas mais diversas significa deturpar a doutrina. Na verdade, faz-se necessário que o espiritismo se expanda para além do próprio agrupamento espírita porque os estudos em torno das realidades imperecíveis interessa a todas as pessoas que buscam consolo e conhecimento para além do que se faz possível oferecer por intermédio de doutrinas de fundo puramente materialista.
Por mais que haja controvérsias em torno do modo como o espiritismo se haverá de expandir, o fundamental é saber resguardar os pontos basilares, sem sobrecarregar a doutrina com formações doutrinárias e/ou ideológicas que lhe são estranhas.
Ponto consensual entre os estudiosos é que o espiritismo foi assentado por Allan Kardec e por médiuns missionários que encarnaram no Brasil, para onde sua raiz foi transposta, como já sabeis.
O que se requer agora é que todo esse rico material seja o alicerce de novas perspectivas de exploração conceitual para que os intelectuais de outras áreas, não apenas da religião, possam começar a meditar no que foi dito e revelado.
Usa, pois, o vocabulário que for necessário para que a essência da doutrina alcance o maior número de pessoas. Somente cuide de evitar o ficcionismo ou o deslumbramento conceitual excessivo.
Reitera sempre que a moralidade do Cristo sustenta a doutrina e que não há doutrina espírita fora do amor cristão. Assim agindo, conquistarás o amparo necessário para o delicado trabalho de transmutar os conceitos doutrinários para o mundo intelectual sem permitir que o mundo intelectual desvirtue o espiritismo.
(Psicografia – médium: Catarina)