Permita o Senhor que aqueles que ultrapassaram o limite do bom senso, fazendo mal uso da palavra de Deus, possam se arrepender a tempo de reparar em vida seus desvarios.
O homem tem no templo religioso de qualquer denominação um suporte emocional para ajudá-lo a elevar o pensamento, o sentimento e, assim, conseguir se recuperar das dores da alma e da existência. Aqueles que usam o templo divino como palco de suas idiossincrasias e de suas ambições, aqueles que, testemunhando externamente uma fé albergam no íntimo maus sentimentos, aqueles que, liderando massas de fiéis conduzem os que lhe devotam confiança à cegueira ideológica que lhes servirá aos caprichos, estes terão muito o que chorar quando as cortinas da terra se fecharem e virem se abrir diante de si o verdadeiro teor de suas delinquências.
Todo aquele que ousa aclamar o Pai para, em seguida, trair os seus princípios mais básicos, se arrependerá amargamente. Mas também aqueles que, por ingenuidade ou passividade, se deixarem arrastar por falsos líderes precisarão prestar contas à própria consciência.
O mundo não é o palco das loucuras humanas nem o laboratório das conclusões desvairadas daqueles que se arvoram donos da lei. Todo o poder temporal que não esteja atravessado pela espada da justiça será desmanchado como um castelo de areia que desmorona sob o olhar incrédulo e espantado da criança espiritual que o construiu.
Tentemos, cada um de nós, resguardar o espaço sagrado do ser e recuperar, no íntimo, aquela deferência e respeito a tudo que vem do alto. Com humildade, entrega, confiança, boa fé e boa vontade poderemos restaurar as promessas divinas na terra sem confundir o secular com o divino, sem enlutar a terra com a mácula dos falsos profetas que se autointitulam ardorosamente defensores de Jesus quando sabemos que Ele, em sua majestade e benevolência, jamais admitiria que se erguesse em seu nome a mão ou a arma contra um irmão.
Portemo-nos, pois, com parcimônia, discrição, destreza e sabedoria para que os nossos atos deem testemunho de nossa fé, sem que o alarde da nossa fé seja usado para ferir a susceptibilidade daqueles que ainda estão em outro patamar evolutivo. Cada palavra bem empregada, cada ato de solidariedade e amor terá importância nestes dias confusos nos quais o homem de Deus se perde em meio a divagações inoportunas.
Quem quiser defender Jesus que o faça primeiramente dentro de si, remodelando a própria psique e a própria conduta para que o brilho do Cristo se expanda através da mensagem pura e genuína daqueles que n´Ele creem e a Ele se entregam, sem estardalhaço, sem histeria, mas com amor e bondade.
Psicografia (médium: Catarina)