A sinceridade é uma virtude necessária para a evolução moral de qualquer espírito. Não se pode evoluir sem o trato com a verdade, tanto em relação a si mesmo quanto em relação aos outros.
A infâmia, a sordidez, a maledicência se sustentam na mentira e na fala irresponsável. É necessário, pois, cuidar para que o teu verbo seja não apenas cordial e gentil, mas também verdadeiro, pois aquele que almeja resgatar a si mesmo das vicissitudes do próprio caráter precisa começar a estabelecer diretrizes de conduta nobre nos aspectos mais simples do cotidiano.
Ninguém pode retroceder o passado para evitar um erro, mas pode consertá-lo através da boa ação, da boa vontade e da boa-fé. A boa-fé é um estado de ânimo necessário em todas as circunstâncias da vida. O erro é perdoável quando a intenção é boa. Mais importante que a capacidade de acertar é a vontade de acertar. Acerta, pois, primeiramente, a tua vontade para que o teu sentimento transborde amor e generosidade.
Ninguém é capaz de controlar todas as circunstâncias nem antecipar os atos alheios. O resultado de qualquer empreendimento depende de uma série incontável de fatores que te fogem ao controle. O que tens, portanto, é o teu esforço no bem, o teu coração generoso e livre de toda mácula.
Todo aquele que se desvia o faz primeiro em intenção. O ato condenável é consequência de uma mente corrompida e enferma. Enfrenta os teus maus sentimentos, analisa os pormenores dos teus propósitos, pondera tuas atitudes e ora sempre antes de agir: assim terás segurança para avançar sem medo de equívocos.
O mal que podes causar começa em ti mesmo e nas tuas reflexões difusas; o bem que podes alcançar começa no teu sentimento sublimado e na tua vontade santificada pelo Pai.
Sê franco consigo e com os outros; sê transparente e aberto para que as tuas ações, tendo a proteção necessária, alcancem finalidade compatível com os princípios morais do evangelho de Jesus.
(Psicografia – médium: Catarina)