O universo não para para contemplar os nossos dissabores. Precisamos entender que nosso psiquismo, estando mergulhado no absoluto, que é Deus, pode revigorar-se por si mesmo, bastando, para isso, que concentre a força e a atenção naquilo que realmente importa.

O que importa não são as nossas dores, as nossas mágoas, os nossos martírios morais; o que importa é o que podemos fazer para recomeçar a cada dia, assenhorando-nos dos conteúdos emocionais que nos dizem respeito sem reclamar a compreensão alheia para as nossas próprias transições.

O trânsito entre a mente perturbada pelas paixões mundanas e a mente sossegada por ter encontrado seu verdadeiro centro é característico da maioria da população.

Nem todos aqueles que aparentam paz e alegria estão realmente felizes e pacificados; grande parte esconde no semblante satisfeito as dores que optam por esquecer. Por outro lado, muitos que parecem desajustados ou infelizes estão despertando gradual e dolorosamente para a verdadeira vida.

Por mais te fira a solidão, o verbo mal trabalhado ou o silêncio indiferente, releva. Tentes compreender que nem sempre o outro de quem esperas consideração pode subir até o patamar do sentimento em que te encontras.

Sê o teu próprio espectador e rejubila-te com teus êxitos sem esperar reconhecimento. Sê indulgente para com aqueles que te não reconhecem o valor. Em verdade, o valor de um ser humano não se mede pelo apreço social ou pela honra que recebe, pelo prestígio ou pelo excesso de elogios de que seja alvo.

O valor da pessoa depende mais de si do que do outro, sendo muito difícil que se deixe de valorizar ou reconhecer aquele que verdadeiramente conhece seu próprio valor e que, por isso mesmo, dispensa as loas alheias.

(Psicografia – médium: Catarina)

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