Todas as vezes que nos postamos em serviço a benevolência dos que querem o progresso se utiliza de nós para diminuir a dor dos irmãos que padecem sofrimentos inomináveis.
A verdade é que o tarefeiro do Cristo precisa se resguardar, precisa reativar constantemente a sua energia íntima para que a espiritualidade intervenha, por meio dele, em benefício do próximo.
Pode ser que te questiones o porquê de tantos infortúnios e o porquê de seres tu um instrumento manejado pelo alto para o soerguimento de almas que sucumbiram ao desânimo, ao desalento ou ao vício. É que tu também trazes a chaga de tais infortúnios e precisas do outro como espelho para que não caias, para que não sucumbas, para que não te entregues às mesmas atitudes que, em passado longínquo, talvez te pusessem a perder.
Permita-se averiguar as comunicações mediúnicas sem julgamento inoportuno, mas com a consciência de que tudo que ali se passa é aprendizado para a tua alma inconstante. Não pense que estar à frente de uma reunião socorrista te nobilita diante dos irmãos. O que te nobilita é a nobreza do sentimento com o qual te entregas à tarefa.
Prossegue na seara do Cristo sem achares de ti nada de especial que possa te dilatar o orgulho ou a vaidade. Atenta que tu atendes a uma tarefa da qual a tua alma muito necessita para se aprimorar e evoluir.
Basta ao desvalido da sorte o martírio de seus próprios padecimentos, não os agrave com teus juízos ausentes de caridade.
Sê para o irmão enfermo a mão caridosa e o coração fraterno e afetuoso de que ele tanto carece para o reajuste. Sê para o teu irmão o momento em que soa a trombeta do apostolado da paz. Sê aquele que o Cristo elegeu como discípulo, pois discípulos somos todos nós nessa eterna jornada de compreensão e aprendizado.
(Pscografia: médium – Catarina)